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Internet para todos: o futuro do consórcio Iniciativa 5G Brasil

A Iniciativa 5G Brasil, grupo de 420 provedores de acesso que disputaram o edital da Anatel, se tornou um dos grupos que mais apareceram nos preparativos do leilão de 5G e que efetivamente se credenciaram para apresentar propostas com foco nas faixas de 3,5 GHz e 700 MHz. 

Em entrevista exclusiva para InternetSul News, o diretor Executivo do grupo, Rudinei Gerhart, explica que o modelo proposto pela iniciativa envolve a operadora Mega Net, responsável pelas obrigações impostas pelo edital. 

“Trata-se de uma empresa de um dos ISPs fundadores que foi preparada especialmente para a disputa da licitação. Um FIP (Fundo de Investimento em Participações) será sócio dessa companhia”, revela Gerhart.  

Na prática, o fundo com investimentos em empresas de tecnologia de telecomunicações deve fazer o aporte inicial de recursos para o cumprimento dos pagamentos mínimos e garantias do edital. “Precisamos ressaltar que não se trata de um investimento de quase R$ 19 bilhões, como muitos divulgaram. Para terem uma ideia, esse é o nosso business plan para 20 anos, mas os investimentos virão de todos os acionistas e de financiamento da própria operação”, diz o diretor. 

Os 420 ISPs serão cotistas do FIP que ainda será criado. As cotas serão correspondentes ao que a empresa aportar em recursos ou em serviços a serem prestados para a Mega Net. 

A estrutura e governança da Mega Net ainda estão sendo montadas, mas será uma empresa independente dos fundos investidores. Atualmente, a iniciativa é gerida por um conselho de 16 pessoas eleitos pelos ISPs que participaram das tratativas. Eles representam provedores de todas as regiões.

Como a Iniciativa 5G Brasil ainda não tem acordos de infraestrutura nem com empresas de torres nem com fornecedores de redes neutras, Gerhart não descarta a possibilidade desse tipo de negociação. 

Porém, no momento, o diretor conta que após o Leilão, o Grupo seguirá com os projetos da rede neutra e MVNO com recursos próprios das empresas. “Vamos continuar exatamente com o plano que havíamos construído inicialmente. A diferença é que não temos o espectro. Dessa forma, contrataremos o serviço de uma operadora já constituída, conseguindo operar imediatamente e sem a necessidade de um investimento gigantesco para montar uma companhia nacional”, conclui.

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